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MICROSIGA PROTHEUS: VIRADA DE VERSÃO – AS PEDRAS DO CAMINHO

February 27th, 2009 Ricardo 11 comments

Como tenho postado, estou fazendo os testes para a virada de versão do Microsiga Protheus.
Até hoje, minha opção foi utilizar o Protheus sobre base de dados CODEBASE, nosso velho DBF, pois nosso volume de dados e quantidade de usuários não tornava imperativo o uso de SGBD´s como SQL Server. Além das outras desculpas como falta de tempo para me dedicar ao processo de migração de base de dados.
Agora resolvi me livrar de vez desse passado, virando a versão do sistema, do meu atual Microsiga Protheus 8.11 para o Microsiga Protheus 10.1 e, ao mesmo tempo, migrando a base de dados para o padrão SQL.
Até mesmo por falta de qualidade nas migrações anteriores, uma vez que o ERP da Microsiga está em uso aqui há mais de 12 anos, também achei interessante “passar um pente fino” no atual processo de virada de versão analisando, praticamente, registro por registro em cada tabela.
Por hora, os principais problemas com os quais me deparei foram as diferenças entre o dicionário de dados oficial da versão atual, 10.1, com o meu dicionário de dados.
Campos com tamanho diferente, campos inexistentes e campos obsoletos foram os maiores obstáculos que encontrei enquanto comparava o dicionário de dados correto (considero o dicionário de dados oficial – que pode ser baixado do site da microsiga – como correto) e o meu dicionário de dados e estruturas das minhas tabelas.
Também encontrei um campo do tipo DATA, no dicionário de dados da Microsiga, definido com o tamanho 11, quando o correto é 8.
Um passo básico nas viradas de versão da microsiga é a execução do aplicativo de UPDATE, no meu caso o MP710TO101, entretanto, essa rotina de atualização não corrige diversos erros que ela encontra pelo caminho, por considerá-los personalizados demais para correção automática, posição com a qual concordo plenamente. Por isso, precisei criar o meu próprio aplicativo de correção desses erros.
Em resumo, esse aplicativo que criei verifica os campos de minha base de dados que estão obsoletos, verifica se há conteúdo nesses campos e, caso negativo, remove-os. Ele cria os campos do dicionário que, por qualquer motivo, não existiam em minhas tabelas e ajusta o tamanho dos campos, na tabela ou no dicionário de dados, sempre mantendo o maior tamanho para evitar perda de dados.
Após executar esse utilitário (o que leva algumas horas), o programa de UPDATE da Microsiga pôde ser aplicado, fazendo os ajustes finais e liberando a nova versão para uso.
Na hora de migrar o banco de dados, de DBF para MS SQL, deparei-me com alguns (muitos) registros que geravam erro no momento da importação pelo APSDU.
Tratavam-se de campos cujo valor, nem era NULO, nem ESPAÇOS em branco, nem qualquer conteúdo visível.
Consegui identificar que esses campos estavam preenchidos com uma sequencia de caracteres NULOS e ESPAÇOS EM BRANCO, o que gerava conflito com a cláusula NOT NULL do SQL. Tive que fazer outro aplicativo para varrer minha base de dados e corrigir o problema.
Agora, estou finalizando a importação da base de dados para o MS SQL EXPRESS, para verificar como minhas funções customizadas se comportarão nesse novo ambiente.
Dúvidas, críticas, sugestões ? Deixe seu comentário.

MS SQL Gratuito ?

September 13th, 2007 Ricardo 2 comments

Muitos de nós, inclusive eu, não se sentem confortáveis com o monopólio que a Microsoft mantém sobre o mundo da informática, além de reclamarmos das constantes vulnerabilidades de suas aplicações, diariamente exploradas por todos os tipos de hackers, transformando seu em uma verdadeira aventura por uma terra sem leis, para não dizer: Um transtorno.

Entretando, é impossível negar a qualidade de seus produtos e, muitas vezes, temos que lançar mão deles, afim de vizbilizar a execução de muitos projetos.

Mas a MS não chegou ao topo à toa.

Eles sabem que sua manutenção como principal fabricante de softwares depende de sua capacidade de conquistar novos consumidores, e nada melhor para isso do que distribuir pequenas aplicações gratuitamente, que nos atendam nas pequenas necessidades, gerando uma certa dependência em todos nós, de maneira que, quando lançarmos projetos maiores, tenhamos que optar pelas versões pagas dessas mesmas ferramentas.

De quebra, a MS garante que muitos de nós não demos muita atenção para aplicações de código livre e gratuitas.

Assim sendo, resolvi disponibilizar algumas pequenas dicas de instalação e uso de aplicações freeware da MS, de maneira que você possa disfrutar dessa qualidade sem ter que desembolsar nada.

A primeira aplicação será o MSDE 2000, que consiste no núcleo do MS SQL Server, porém sem qualquer ferramenta administrativa, e com certas limitações como reconhecimento de apenas um processador, pool de memória de 1GB máximo, entre outros, mas que servirá muito bem para substituir os arquivos MS ACCESS em suas aplicações de banco de dados.

O MSDE 2000 é um produto antigo, que já foi substituído pelo SQL Server 2005 express mas, por ser mais leve e fácil de instalar, vou começar por ele.

Procedimentos de instalação: MSDE 2000

Por padrão, o MSDE 2000 é composto por um pacote de pré-in stalação que, quando executado, extrai os arquivos de instalação para uma pasta escolhida pelo usuário:

000_000_00.jpgPara Download, procure por MSDE 2000 Download em qualquer buscador web.

000_000_01.jpg

Quando executado, esse pacote exibe uma janela de acordo de contrato e, após a aceitação, solicita a indicação do path destino para os arquivos:

Caso não haja restrições, utilize a sugestão do aplicativo.

Para instalar o MSDE, não execute diretamente o arquivo SETUP.EXE, pois é necessário informar parâmetros para esse processo.

Então, clique no botão INICIAR do Windows e, em seguida, EXECUTAR.

Na caixa de comandos, digite o caminho completo para o arquivo SETUP.EXE e adicione os seguintes parâmetros:

SAPWD=senhaforte SECURITYMODE=SQL

Onde senhaforte é a senha do administrador, de preferência, diferente de 123456 ou abcd12, mas uma senha que use letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos.

Exemplo de senha forte: !Ban1chAcH#30! – Saiba mais sobre senhas no site da microsoft.

Security Mode é o modo de autenticação que, por padrão é Windows, mas que deve der alterado para SQL, sob pena de negação de acesso em alguns ambientes.

Caso existam espaços em branco no caminho como, por exemplo, C:\Arquivos de Programas\Minha Pasta\Setup, coloque todo o conteúdo entre aspas, deixando os parâmetros de fora: “C:\Arquivos de Programas\Minha Pasta\Setup” SAPWD =xxxx SECURITYMODE=SQL

000_001_00.jpg

Siga as instruções do programa de instalação, sempre aceitando as indicações dele.

OBS.: O MSDE não possui uma interface de acesso, mas apenas o núcleo de funcionamento da base de dados, assim sendo, para ações administrativas, é necessária a instalação de um gerenciador SQL como o dbamgr2k ou o SQL Server Management Studio Express, esse último desenvolvido para o SQL SERVER 2005 express.

Nos próximos posts tratarei da instalação do dbaMgr2k.

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