Cloud Computing: Não dá para viver com a cabeça nas nuvens!
Os anúncios da última semana, sobre a nova ferramenta do Google que permite o armazenamento local do conteúdo do Gmail, reforçam um pensamento meu, que expressei em um post sobre Netbooks, de que ainda não estamos tecnicamente preparados para manter nossos arquivos pessoais hospedados em um servidor cujo único acesso se dá pela internet.
A nova ferramenta do Google mostra que é necessário, em algum momento, manter uma base de consulta local e off line para e-mails, documentos e toda a sorte de informação que nos seja minimamente importante.
Com isso, o conceito de cloud computing (computação de nuvem) precisa esperar um pouco para se consolidar, pelo menos o tempo suficiente para que a disponibilidade dos serviços de internet seja parecida com a disponibilidade dos serviços de telefonia (estou falando da telefonia na cidade de São Paulo).
É claro que o SaaS (software as a service ou software como serviço) entra na mesma situação. Como as empresas podem, por exemplo, migrar para o Microsoft Office On Line, ou mesmo para o Google Docs, sem estabilidade e velocidade em sua conexão com a internet ?
Não estou dizendo que o cloud computing seja um conceito furado, ou que é ruim, etc. Nada disso! Eu sei que ele (pelo menos como conceito) é um caminho já tomado e sem volta, que apenas deverá ser trilhado com menos velocidade e mais responsabilidade.
Sobre os Netbooks ? Bem, continuo não vendo nada de interessante na relação custo-benefício. Para mim soa como pagar, por um carro popular, 10% a menos que um carro médio, mas completo.
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