Windows AZURE: Computação em nuvem da Microsoft vem aí!
Se você não está familiarizado com o conceito, é o seguinte: Ao invés de você instalar o sistema operacional Windows completo em seu computador ,você instala apenas um sistema básico, pode ser até em Linux, ou Windows CE (usados em terminais Thin Client) ou qualquer outra coisa com capacidade de abrir um web browser e acessar a internet. A partir daí, você usa o computador virtual, que passa a contar com diversos recursos, tudo “dentro” do web browser.
Um lado bem interessante desse conceito é que você poderia, tranquilamente, utilizar computadores obsoletos, com pouca capacidade de hardware, pois tudo estaria sendo executado remotamente (é claro que uma banda realmente larga, beeeeem larga, é mais do que necessária).
A Microsoft anunciou hoje, na Worldwide Partner Conference, os preços que cobrará para uso de sua plataforma de computação em nuvem, ou cloud computing, ou SaaS, etc, o Windows AZURE e outras aplicações.
Haverá opções de pagamento por assinatura (você paga um valor fixo, independente do uso) ou por hora.
Apenas para ter uma idéia, os valores por hora são US$ 0,12 (doze centavos de dólar) pela “computação”, o acesso ao sistema operacional e uso das funções disponíveis, US$ 0,15 (quinze centavos de dólar) por GIGABYTE armazenado (que será calculado por uma média diária do volume de dados armazenados durante o mês) e US$ 0,01 (um centavo de dólar) para cada 10.ooo transações (cada transação corresponde a um evento de inclusão, alteração, leiura ou exclusão de dados armazenados).
Sinceramente, não faço idéia de como estimar quantas transações são feitas por um usuário médio durante o mês, mas é fácil calcular o custo do uso do computador (8 horas por dia, 22 dias no mês = US$ 21,12/mês) e considerar que um usuário médio não armazena 10gb de dados (US$ 1,50/mês). Usei aqui estimativas de uso de computadores da empresa onde trabalho.
Por hora, confesso que ainda não digeri direito todo esse conceito, e explico: Tudo se baseia em custo X benefício, ninguém vai pagar mais para ter algo pior ou igual. Os custos apresentados pela MS seriam interessantes se você não precisasse de nenum hardware ou, pelo menos, que o custo do hardware diminuisse demais. Mesmo os computadores obsoletos, que citei acima, um dia apresentarão problemas, deverão ser substituídos, e isso custará algo. Além disso, o custo da mão-de-obra de manutenção de computadores e suporte ao usuário, nosso querido HELP DESK não será grandemente afetado, uma vez que os usuários continuarão lá, com as dúvidas e problemas de sempre, sem contar com os problemas que “cairão DA nuvem”.
Para colocar mais lenha na fogueira, imaginesse usuário do Windows AZURE, você está lá, todo confortável em seu trabalho quando, como de costume, seu sinal de internet desaparece, e sua operadora de banda larga leva alguns dias para sanar o problema (depois eles pedem desculpas, dão descontos na fatura, etc, etc,etc, mas o estrago já está feito).
Por essas e outras imagino que ainda é cedo, mesmo com a previsão da Microsoft de disponibilizar o AZURE em terras brasileiras a partir de Março de 2010, para adotar o conceito por aqui.
Não me veja como cético, tão pouco como alguém que não goste do conceito de computação em nuvem, pois tenho certeza que ele veio para ficar. Apenas penso que essa onda inicial é apenas um ensaio, que muitas mudanças virão até que estejamos definitivamente conectados ao MATRIX, digo, à nuvem.
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