AMBIENTES EMPRESARIAIS COM SOFTWARE LIVRE – Prós e contras

PinguimDe vez em quando, me deparo com clientes questionando os altos investimentos vistanecessários para informatização de qualquer escritório, principalmente no que concerne ao custo de licenciamento de softwares.

O problema se agrava pois uma licença não é algo tangível, você não vê a licença, apenas uma nota fiscal e um certificado, o que deixa ainda mais indignado quem tem que desembolsar altas soma por esse papel.

Nesse momento, chega aquele sobrinho, filho, filho do amigo, primo do gerente, enfim, aquele pára-quedista (com todo respeito aos praticantes desse esporte, do qual sou um) que ouviu falar que existe um tal de LINUX que “é de graça”, sem custo NENHUM, e começa a sugerir ao responsável máximo pela empresa (normalmente empresas “de dono”), que utilize esse LINUX e todos os seus problemas de investimento desaparecerão.

Ora, quem não quer economizar!! Tem gente que encontra posto vendendo gasolina a metade do preço, vai lá e abastece!

No entanto, aquele bem (ou mal) intencionado amigo, esquece (na verdade ele não tem conhecimento) que a instalação de qualquer ambiente de TI deve ser feita por profissionais qualificados e, preferencialmente, certificados, com boa experiência, que saibam planejar, prever problemas, enfim, tenham a capacidade necessária para o desenvolvimento do projeto.

Então surgem os amigos do amigo, que “sabem tudo” sobre a instalação desses GNUsoftwares e cobram baratinho, não precisa contratar (fazer contrato) nem registrar em carteira, eles dão um jeito.

No final, quando está tudo instalado e funcionando (isso quando funciona), o “dono” não tem conhecimento ou habilitação para aprovar (ou desaprovar) o projeto, para saber se está tudo realmente funcionado ou se alguma etapa foi, acidentalmente (ou não), pulada. Todos os amigos recebem suas partes e… desaparecem – Não por mal, mas eles não tinham contrato formal, lembram ? – deixando o “dono” a mercê de sua própria sorte que, tenha certeza, um dia lhe faltará.

Embora pareca o contrário, não estou aqui defendendo os softwares pagos, sharewares, comercias, etc, não é isso, apenas quero despertar a atenção para um assunto que, vez por outra volta à tona, mas sempre acaba sendo esquecido.

Sou favorável – extremamente – ao uso de ferramentas livres, como o GNU/Linux e as diversas ferramentas nele suportadas, mas sou mais favorável ainda ao estudo criterioso do chamado CUSTO x BENEFÍCIO, um exemplo disso é a matéria REDUNDÂNCIA PARA LINKS DE INTERNET, que poderia ter sido desenvolvida em GNU/Linux, mas saiu mais barato, muito mais rápido eficiente e confiável fazer como descrito na matéria.

Nos próximos dias, publicarei uma série de artigos descrevendo como montar ambientes de TI baseados em software livre, software fechado e ambientes heterogêneos, que tentam aproveitar o que de melhor há em cada um dos dois.

Aguardem.

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